Família
Família é como a construção de uma casa:
Terreno adequado.
Planta da casa aprovada.
Tem que ter boa estrutura.
Alicerce bem forte, com toda a amarração.
Paredes retas.
Lage bem batida.
Reboco liso.
Piso bem nivelado.
Pintura bem feita.
Esta seria uma construção certa.
E nem sempre é assim.
Por isso estamos sempre reformando ou aumentando a construção.
A família é assim...
Temos que renovar e vigiar para não desmoronar.
Para isso temos algumas obrigações e regras, como limites e respeito.
Pense nisso.
A vida passa rápido demais e pode não dar tempo de evitar um desmoronamento.
Fonte: Internet
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Ano da Fé
Ano da Fé: há 100 dias propondo reflexões sobre a fé católica
Há exatamente 100 dias, o Papa Bento XVI abriu oficialmente o Ano da Fé. A proposta do Santo Padre durante este tempo, que se estende até 24 de novembro de 2013, é que os fiéis possam redescobrir a sua fé, sabendo compreender melhor a fé em Deus.
Acesse
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Desde sua abertura, que no Brasil aconteceu em 12 de outubro, com uma Missa solene celebrada no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, o Ano da Fé já mobilizou muitos fiéis em todo o mundo. Um acontecimento marcante e recente foi a chegada dos conteúdos do Ano da fé também à China, com o lançamento na internet, por parte do Vaticano, do logotipo e do calendário do Ano da Fé em caracteres chineses.
Nos vários seminários, congressos e palestras realizados, o objetivo tem sido sempre o mesmo: aprofundar o conhecimento da fé católica. “O conhecimento da fé introduz na totalidade do mistério salvífico revelado por Deus”, escreveu o Papa na Carta Apostólica Porta Fidei, com a qual foi instituído o Ano da Fé.
Essa necessidade de conhecimento revela também o aspecto racional da fé, que não se restringe ao campo das emoções, do sentimento. Em entrevista ao noticias.cancaonova.com sobre o Ano da Fé, concedida em março do ano passado, o vigário geral da Catedral Metropolitana de Montes Claros (MG), padre José Honório de Andrade, desmistificou a ideia que algumas pessoas têm de que a fé é incompreensível, que permanece apenas no campo da sensibilidade. Na época, ele estava iniciando uma escola de formação na paróquia para preparar os fiéis para o Ano da Fé.
“Fé não significa que a gente não possa entender. O mistério ‘fidei’ é inteligível, porém ele não se esgota numa simples explicação ou num simples dogma. Ele sempre se revela novo, aberto aos desafios de hoje em que o ser humano, o cristão é chamado a viver. Estar no mundo e, a partir da sua fé, transformar as realidades de morte em esperança e salvação”, explicou.
Como forma de auxiliar a formação dos fiéis com relação à fé que professam, o Papa tem dedicado várias de suas catequeses a esta temática. Em 17 de outubro do ano passado, ele iniciou um ciclo de catequeses sobre a fé cristã. Desde então, o Santo Padre já fez reflexões sobre a natureza da fé, a fé da Igreja, os desígnios de Deus, os caminhos para conhecer Deus, a racionalidade da fé em Deus, as etapas da revelação dentre vários outros temas.
E sobre a maneira de viver o Ano da Fé, o padre Wagner Ferreira, da Comunidade Canção Nova, acredita que isto deve ser feito com o coração aberto para uma nova experiência do Senhor Jesus, que é o Salvador da humanidade e dá sentido à existência humana.
"Cada fiel deve viver, portanto, o Ano da Fé como uma oportunidade de renovação da graça para poder proclamar com alegria que, em Jesus Cristo, toda e qualquer pessoa humana encontra a sua dignidade, a sua verdadeira liberdade”, disse o sacerdote.
Jéssica Marçal
Da Redação
Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=288406
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
40 anos do Mês da Bíblia no Brasil
Inicia-se o mês de Setembro, um mês carregado da alegria da primavera e como centro das atenções, nas comunidades, a Bíblia.
A Bíblia é o livro nosso de todo dia. Uma das marcas mais significativas das nossas comunidades, tem sido a recuperação da Bíblia como o livro da caminhada. São inúmeras as iniciativas para que a Palavra seja conhecida. Mesmo assim, é importante dedicar o mês de setembro, para intensificar o estudo e a celebração da Palavra de Deus, da Escritura Sagrada. É como se a primavera aflorasse os corações daquelas e daqueles que amam a Bíblia.
O mês da Bíblia surgiu em 1971, por ocasião dos 50 anos da Arquidiocese de Belo Horizonte, juntamente com o Serviço de Animação Bíblica/Paulinas (SAB/Paulinas), sendo posteriormente assumido como um projeto de Evangelização, pela Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), abrangendo o âmbito nacional e também outros países da América Latina.
Cada ano é escolhido para o aprofundamento, um tema ou um livro Bíblico, tendo presente a Campanha da Fraternidade ou algum evento relevante para a caminhada da Igreja.
Neste ano de 2011, a proposta é o estudo de alguns capítulos do Êxodo, a saber, Ex 15,22-18,27, tendo presente o Itinerário da Missão Continental, nessa caminhada de seguimento como discípulos (as) e missionários (as) e o aprofundamento sobre a Iniciação à Vida Cristã. O tema é: Travessia: passo a passo, o caminho se faz e o lema é: Aproximai-vos da presença do Senhor – Ex 16,9.
O Êxodo é um dos eventos fundantes de Israel e fundamental para a fé bíblica. É um acontecimento que perpassa a Bíblia e que nos indica, a cada momento, a ação libertadora de Deus, em favor do seu povo e a certeza de sua presença constante, nos inúmeros êxodos da nossa vida. Portanto, estudá-lo é retornar às nossas origens, é reafirmar em nosso interior a fé num Deus que conhece e escuta o clamor do povo, vê sua aflição e desce para libertá-lo.
Esperamos que você, sua família e a comunidade possam percorrer essa aventura e continuar abraçando, com maior garra, esse processo de adesão ao projeto de Deus-Trindade. E assim, enfrentar criativamente os desafios e, com generosidade e perseverança, ser sementes proféticas de transformação.
Serviço de Animação Bíblica/Paulinas
A Bíblia é o livro nosso de todo dia. Uma das marcas mais significativas das nossas comunidades, tem sido a recuperação da Bíblia como o livro da caminhada. São inúmeras as iniciativas para que a Palavra seja conhecida. Mesmo assim, é importante dedicar o mês de setembro, para intensificar o estudo e a celebração da Palavra de Deus, da Escritura Sagrada. É como se a primavera aflorasse os corações daquelas e daqueles que amam a Bíblia.
O mês da Bíblia surgiu em 1971, por ocasião dos 50 anos da Arquidiocese de Belo Horizonte, juntamente com o Serviço de Animação Bíblica/Paulinas (SAB/Paulinas), sendo posteriormente assumido como um projeto de Evangelização, pela Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), abrangendo o âmbito nacional e também outros países da América Latina.
Cada ano é escolhido para o aprofundamento, um tema ou um livro Bíblico, tendo presente a Campanha da Fraternidade ou algum evento relevante para a caminhada da Igreja.
Neste ano de 2011, a proposta é o estudo de alguns capítulos do Êxodo, a saber, Ex 15,22-18,27, tendo presente o Itinerário da Missão Continental, nessa caminhada de seguimento como discípulos (as) e missionários (as) e o aprofundamento sobre a Iniciação à Vida Cristã. O tema é: Travessia: passo a passo, o caminho se faz e o lema é: Aproximai-vos da presença do Senhor – Ex 16,9.
O Êxodo é um dos eventos fundantes de Israel e fundamental para a fé bíblica. É um acontecimento que perpassa a Bíblia e que nos indica, a cada momento, a ação libertadora de Deus, em favor do seu povo e a certeza de sua presença constante, nos inúmeros êxodos da nossa vida. Portanto, estudá-lo é retornar às nossas origens, é reafirmar em nosso interior a fé num Deus que conhece e escuta o clamor do povo, vê sua aflição e desce para libertá-lo.
Esperamos que você, sua família e a comunidade possam percorrer essa aventura e continuar abraçando, com maior garra, esse processo de adesão ao projeto de Deus-Trindade. E assim, enfrentar criativamente os desafios e, com generosidade e perseverança, ser sementes proféticas de transformação.
Serviço de Animação Bíblica/Paulinas
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Saudades!

No dia 11 de abril de 2011,em Lavras – MG,retornou para a casa do Pai,o nosso amado sacerdote, Padre ISRAEL BATISTA DE CARVALHO, da Província Brasileira Central, que nos fez mergulhar no mar da Misericórdia de Deus, também nas Missas que celebrou aqui em nossa Paróquia.
Nascido em 02.05.1949,
1ª profissão em 02.02.76,
Ordenado em 11.12.82.
UMA ENTREVISTA MARCANTE
Lavras: Ele transformou a sua dor numa obra de amor aos mais necessitados!!!21/02/2011
O nosso entrevistado de hoje é um homem santo que atende pelo nome de Padre Israel Batista de Carvalho, 61 anos de idade, pernambucano. Só posso dizer que foi uma bênção de Deus a oportunidade de fazer essa entrevista com este grande profeta do Senhor. Na verdade, não foi bem uma entrevista. Foi mais um “bate papo de amigos”, uma partilha da vida e das suas contrariedades. Foi um momento onde duas pessoas buscaram, através das experiências existenciais, compreenderem um pouco a vontade de Deus nos vários momentos das nossas vidas. Infelizmente, ao transcrever esta conversa para o papel, deparei-me com uma grande dificuldade: a frieza das palavras escritas. Por isso, coloco os momentos de emoção e de sentimentos aflorados para que você possa ter uma ideia de como essa conversa foi rica, profunda e cheia da graça de Deus.
Padre Israel mergulhou na sua história de vida. Reviveu momentos dolorosos. Falou das suas vitórias. Fez declarações apaixonadas ao Coração de Jesus. E mostrou-se como ser humano ao afirmar que “não gosta do câncer”, apesar ter aprendido muito com ele. O mais impressionante é que suas preocupações não estão voltadas para si mesmo, mas sempre para os outros. Ele não consegue viver uma fé intimista, pois para ele a espiritualidade passa necessariamente pelo amor aos mais necessitados. Foi isso que o motivou a fundar a Fazenda Senhor Jesus que cuida, trabalha, ama e recupera pessoas com dependência química. Um trabalho que exige antes de tudo amor ao ser humano, mas, principalmente, um amor inabalável e uma fé extraordinária no poder de Jesus. Essa entrevista busca revelar um Padre Israel humano, lutador, guerreiro, sofrido, mas, sobretudo, vitorioso pela graça de Deus. Vale à pena ler e conferir o melhor deste nosso bate papo!!!
O senhor e natural de onde e como foi a sua infância?
* Padre Israel: Eu sou natural de Recife, Pernambuco. A minha infância foi muito difícil, pois a nossa família era muito pobre, mas pobre mesmo. A minha mãe e o meu pai tomando conta de nove filhos, num lugar que não tinha emprego, não era algo muito fácil. Depois meu pai foi para São Paulo tentar a vida e a minha mãe teve que se virar lavando roupas para nos sustentar em Pernambuco. Muitas vezes eu e meus irmãos tivemos que pedir esmola para ter o que comer em casa. Hoje, têm pessoas que vem aqui na fazendinha pedir comida e, muitas pessoas, que não conhecem a realidade, os chamam de vagabundos. Eu passei por essa experiência e sei o quanto a fome e a necessidade são doloridas no coração e na barriga das pessoas e das famílias que não tem como se sustentar. Alguns podem até se aproveitar de mim, mas quem precisa e vem aqui, não sai de estômago vazio, pois eu ajudo mesmo. É uma forma concreta de amar e de fazer o bem a essas pessoas.
O senhor tem um carinho muito grande pela sua mãe e cuida dela hoje. Qual a importância que ela tem na sua vida pessoal e religiosa?
* Padre Israel: Minha mãe é um exemplo de uma mulher de fé e de uma mulher batalhadora. Ela ficou viúva cedo, era bonita e poderia ter arrumado alguém para viver junto com ela, mas ela não o fez para cuidar de nós, seus filhos. Lembro que lá no Recife, no período dos festejos juninos, os vizinhos estavam festejando e comendo bolos e quitutes de São João. Minha mãe saiu em silêncio, pegou a aliança de casamento dela e do meu pai e vendeu para que a gente tivesse o que comer. Depois perguntamos a ela se ela tinha comido e ela disse que sim. Hoje sabemos que não, pois não sobrou nada e ela foi dormir com fome. Ela é uma mulher especial. Minha mãe cuidou de uma das minhas irmãs que tem problemas neurológicos. Tirou-a do sanatório, numa situação desumana e a levou para dentro de casa, e disse para todos nós: “a irmã de vocês pode fazer o que quiser que ninguém irá agredi-la, apenas amá-la”. E o amor dedicado a minha irmã fez com que ela melhorasse muito. No sentido do amor eu tive uma grande escola dentro da minha própria casa que foi o exemplo da minha mãe..
Por que a sua família veio para São Paulo?
* Padre Israel: Para ter condições de vida. No Recife não tinha emprego e viemos para São Paulo em busca de uma nova oportunidade, porque não era fácil cuidar de nove filhos, sendo desempregado. Infelizmente, meu pai faleceu pouco tempo depois e minha mãe teve que cuidar sozinha de todos nós. Eu tinha 12 anos quando cheguei à São Paulo e acabei tendo que ajudar a minha mãe. Assumi tipo um “papel de pai substituto”, cuidando dos meus irmãos e ajudando a minha mãe nas despesas da casa, pois tudo o que eu ganhava no trabalho era para ajudá-la a manter a família.
E como você sentiu o chamado para ser sacerdote, consagrar a sua vida a Deus?
* Padre Israel: Eu morava no bairro da Vila Maria em São Paulo e jogava futebol na Congregação dos Marianos. Eu tinha 21 anos e nem tinha feito a 1ª Comunhão ainda. Eu lembro que eu rezava o terço todos os dias, por isso que eu acredito que a minha vocação é uma graça de Maria na minha vida. Então, no intervalo do jogo eu procurei o responsável pela Congregação Mariana e disse que queria fazer a 1ª comunhão. Ele me preparou e eu a fiz com muito amor no coração. Depois, fui conversar com o Padre Alírio Pedrini, na época, o responsável pelo setor da juventude. Ele me orientou a estudar e cuidar da minha mãe primeiro, para depois entrar no seminário. Eu não tinha dinheiro para estudar. Então fiz um supletivo e terminei o colegial. Lembro que houve uma campanha da Fraternidade onde nós jovens assumimos o compromisso de construir uma casa para uma família necessitada, nesta época, eu era o coordenador da juventude nos trabalhos sociais. Quando acabamos de construir a casa, sem que eu soubesse de nada, a Paróquia me deu o dinheiro para que eu construísse a casa para a minha mãe e pudesse ir para o seminário, em 1976.
O senhor sentiu algum tipo de preconceito, por ser negro, numa Congregação majoritariamente de descendentes europeu?
* Padre Israel: Senti sim, mas hoje eu vejo que era muito mais coisa da minha cabeça, dos meus complexos do que a realidade. Eu sofri muito principalmente na Filosofia, onde os meus companheiros eram louros dos olhos azuis e muito inteligente. Eu era um negão que mal sabia o beabá. Foi muito difícil para mim nessa época. Porém os fratres me ajudaram muito, batiam na porta do meu quarto e me chamavam para estudar com eles. Pareciam que eles falavam outra língua. Eu não entendia nada, mas com dois meses eu já estava me superando e tirando notas que eu jamais acreditaria que conseguiria. Eles foram muito carinhosos e solidários comigo..
Quando e onde o senhor se ordenou sacerdote?
* Padre Israel: Eu me ordenei Sacerdote no dia 11 de dezembro de 1982, na Igreja de Nossa Senhora da Candelária, no bairro da Vila Maria, em São Paulo. E no dia 12 de dezembro, no outro dia, celebrei a minha primeira missa, com a graça de Deus. Foi uma experiência maravilhosa, pois eu só me tornei sacerdote pela misericórdia de Deus, pois eu não tenho mérito humano nenhum para ser um escolhido de Deus. É tudo graça e bondade Dele que é o nosso Deus e Pastor.
O seu primeiro trabalho como padre foi aqui em Lavras?
* Padre Israel: Sim, eu vim para trabalhar no Colégio Aparecida. Eu lembro que foi falado que eu não vinha para ser professor, o que me deixou um pouco chateado, pois demonstrava a minha falta de capacidade intelectual. Mas como Deus é fantástico, por umas reviravoltas da vida eu acabei entrando na sala de aula e dando a minha contribuição, apesar da minha ignorância, do meu pouco preparo e da minha boa vontade. Mas tudo isso pela graça de Deus, porque humanamente, eu não sou nada.
O senhor teve uma história de vida sofrida e hoje cuida de pessoas com essas mesmas características. Como foi fundar a Fazendinha Senhor Jesus para cuidar de dependentes químicos?
* Padre Israel: É interessante, mas desde que eu entrei no seminário eu sempre tive uma compreensão muito grande do sofrimento humano. Por isso, trabalhando no Colégio Aparecida e na Paróquia Sant’Ana eu vi a necessidade de se fazer algo por essas pessoas que estavam abandonadas e sofrendo todas as conseqüências da dependência química. Eu tinha que fazer alguma coisa, eu tinha que mostrar a eles que eu os amava, porque eu amava o Senhor. Então fundamos essa obra que tem sido uma benção na minha vida e na vida desses meus filhos. Não tem sido fácil, mas com a graça de Deus nós estamos vencendo a nossa batalha de cada dia. Hoje os sofrimentos deles são também o meu sofrimento. A luta deles é também a minha luta…
Atualmente o senhor tem lutado contra o câncer, o que ele significa na sua vida?
* Padre Israel: Sem nenhum tipo de demagogia, ele é uma benção e uma graça na minha vida. Esse câncer tem me ajudado a compreender muitas coisas e me ensinado a ser uma pessoa melhor e mais humilde. Ele me ensinou a aceitar ajuda dos outros, a ser menos autosuficiente e a me unir as pessoas que, assim como eu, estão doentes. Até aqui na fazendinha o câncer tem feito milagre [pausa... choro!!!], pois os meninos dizem assim: “se o padre que só fez o bem está sofrendo tanto, nós precisamos ser melhores por ele agora”. E mudando de assunto um pouquinho, eu sempre gostei de cantar aquela música que dizia: “Vitória, tu reinarás. Oh cruz, tu nos salvará”. E eu passei a compreender que a vitória passa pela cruz. O sofrimento não nos derrota, ao contrário, ele nos indica o caminho da Ressurreição e nos une ao sofrimento de Cristo pela humanidade. É assim que eu vejo o câncer hoje.
O senhor fará uma cirurgia e tem o risco de perde a perna. Isso o preocupa?
* Padre Israel: Sinceramente não. Alguém outro dia me disse que nós somos muito apegados a nossa perna. Que vá a perna, mas que fique a vida. Isso é o que me motiva hoje. Confesso que não gostaria de ter esse câncer, ele está aí, eu não gosto dele e quero tirá-lo de mim. É a única coisa que eu odeio é o câncer. Mas peço como Jesus: “Pai afasta de mim este cálice, mas que em tudo seja feita a Tua vontade”. E outra coisa, a canção “Vitória, Tu reinarás”, me faz ter a certeza de que a vitória não é minha, mas de todas as pessoas que estão vivendo este momento de dor comigo e me ajudando de uma forma maravilhosa. Confesso que eu não mereço esse carinho e nem atenção dessas pessoas. Elas devem fazer isso por serem misericordiosas e mais santas do que eu.
Sei que essa é uma pergunta que muitas pessoas gostariam de fazer: Quem é Deus para o Padre Israel?
* Padre Israel: Deus é amor, como diz São João [pausa... choro!!!]. Como eu gostaria que as pessoas descobrissem essa verdade. Deus é amor e esse amor passa pelo próximo. Seja ele rico ou abandonado, mas eu preciso amar como o Senhor amou. Vejo que agora chegou o meu limite. Gostaria de trabalhar com os meninos, de rezar com eles, de lavar a louça, mas a dor tem sido mais forte. E eu sou muito sincero nisso. Quando eu não agüento, eu falo e peço para que eles me ajudem. Eu sempre dizia que eu estava cuidando deles e que chegaria um dia que eles cuidariam de mim. Esse dia chegou. E sou cuidado por eles e por Deus o tempo todo. Sinto Deus comigo a cada segundo, a cada momento de dor e de alegria. O Senhor nunca me abandonou.
Quando o Papa João Paulo II estava doente, perguntaram se ele tinha medo da morte e ele respondeu que sim. O senhor tem esse medo?
* Padre Israel: É interessante, mas muitas vezes eu me pego questionando sobre isso e bate uma incerteza. Porém com a minha fé, eu acredito que Deus tem reservado um lugar para mim. Eu não amaria um Deus que me deixaria esquecido num túmulo. Eu jamais amaria um Deus que não me desse à alegria de viver. Aliás, o meu Deus é o Deus da vida e da alegria. É nas mãos dele que eu depositei a minha vida [pausa... choro!!!]. Deus é fantástico…
Como o senhor analisa a família e os jovens de hoje?
* Padre Israel: Sinceramente eu vejo com angústia. Eu vejo com uma profunda preocupação a maneira leviana e imediatista com que os jovens estão buscando o prazer a todo custo. Não existe prazer sem amor, prazer sem amor é egoísmo. Quantos casais estão abandonando seus filhos porque o esposo arrumou uma amante ou a esposa que viver uma aventura sexual e joga tudo fora, como se os filhos pudessem ser descartáveis. Por outro, lado, vejo que os jovens estão se cansado dessa vida. Como eu me alegro com Deus e com essas pessoas quando eu vejo o trabalho dos Jovens Universitários, do Emaús, da Renovação Carismática. O seu trabalho Dieikson, evangelizando a juventude da nossa cidade. Tudo isso me enche de esperança de que as coisas um dia vão mudar. Um dia teremos um só Pastor, uma nova terra e um novo céu. Eu acredito firmemente nisso…
Alguns o consideram “santo”, outros o chamam de “homem de Deus” e muitos o admiram pelo seu incansável trabalho. Mas quem é o Israel, não o padre, mas a pessoa humana?
* Padre Israel: Pecador. Eu não passo de um pecador. Eu acho que eu não amei o Coração de Jesus como deveria ter amado [pausa... choro!!!]. E confesso que eu gostaria de amá-Lo mais, mais e mais… Por isso eu digo que sou um pecador, mas com uma vontade imensa de acertar. Eu tenho muitos erros, muitas falhas, mas o Senhor sabe que eu tenho buscado querer acertar. E eu gostaria de pedir mesmo a Deus a possibilidade amá-Lo mais e mais. Eu acho que com relação a isso eu fui muito falho ainda, mas com a graça de Deus a gente chega lá.
Qual a mensagem que o senhor deixaria para os nossos leitores do Jornal A Gazeta que hoje estão tendo a oportunidade de conhecê-lo de uma forma muito intima e muito humana?
* Padre Israel: Como São João falava: “ame o Senhor de todo o coração e não deixe que nada o desanime”. Saibam que o sofrimento não é maior que o amor de Deus. Que Jesus seja a luz da vida de cada pessoa e traga muita paz e sabedoria a todos nós. Gostaria de aproveita para agradecer ao Passos, a você Dieikson, e o Ricardo que também faz parte da equipe, como a todos os jornalistas e colaboradores da Gazeta que se preocupam comigo, assim também como os cidadãos de Lavras. Sem demagogia alguma, eu não mereço nada disso. Eu sou um pobre pecador. Se acaso existe algo de bom em mim é por bondade e misericórdia de Deus, eu sou apenas um miserável. Mas agradeço a todos que tem ajudado e contribuído com a fazendinha neste momento difícil que estamos passando. Que Deus abençoe a cada um de vocês…
Fonte: Prof. Dieikson de Carvalho
Pastoral da Comunicação
Entrevista publicada no Jornal A Gazeta
segunda-feira, 4 de abril de 2011
AGENDA 2011 – DIOCESE DE VALENÇA /RJ RCC
JANEIRO
• ENF: 26 a 30 Lorena S/P
FEVEREIRO
• 06 – Reunião do Conselho Diocesano
• 19 a 20 – Encontro Estadual – Duque de Caxias – Casa de Oração São Bento
• 27 – CDPA em Valença
MARÇO
• 05 A 08 – Retiro de Carnaval Jovem em Três Rios
• 06 a 08 – Retiro de Carnaval Jovem em Paty do Alferes
• 19 e 20 – Encontro Diocesano de Cura e Libertação no Centro Pastoral de Três Rios
ABRIL
• 03 – Reunião com os Coordenadores dos Grupos de Oração e seus Núcleos-Rio das Flores, Valença, Vassouras, Juparanã, Barão de Vassouras. Presença do Coordenador Estadual Ricardo Emílio.
MAIO
• 15 – Reunião do Conselho Diocesano
JUNHO
• 03 a 11 – Novena de Pentecostes
• 12 – Vigília de Pentecostes
• 13 – Pentecostes
• 18 e 19 – Encontro Estadual de Ministérios no Centro Pastoral de Três Rios
JULHO
• Não haverá Congresso Nacional.
AGOSTO
• 21 – Reunião do Conselho Diocesano
SETEMBRO
• 09 A 11 – Experiência de Oração na Chácara Pentagna em Valença
• 11 – CDPA em Anta
OUTUBRO
• 12 – Cenáculo com Maria
NOVEMBRO
• 18 a 20 – Congresso Estadual no Caio Martins em Niterói
• 27 – CDPA na Chácara Pentagna em Valença
DEZEMBRO
• 11 – Reunião do Conselho Diocesano
JANEIRO
• ENF: 26 a 30 Lorena S/P
FEVEREIRO
• 06 – Reunião do Conselho Diocesano
• 19 a 20 – Encontro Estadual – Duque de Caxias – Casa de Oração São Bento
• 27 – CDPA em Valença
MARÇO
• 05 A 08 – Retiro de Carnaval Jovem em Três Rios
• 06 a 08 – Retiro de Carnaval Jovem em Paty do Alferes
• 19 e 20 – Encontro Diocesano de Cura e Libertação no Centro Pastoral de Três Rios
ABRIL
• 03 – Reunião com os Coordenadores dos Grupos de Oração e seus Núcleos-Rio das Flores, Valença, Vassouras, Juparanã, Barão de Vassouras. Presença do Coordenador Estadual Ricardo Emílio.
MAIO
• 15 – Reunião do Conselho Diocesano
JUNHO
• 03 a 11 – Novena de Pentecostes
• 12 – Vigília de Pentecostes
• 13 – Pentecostes
• 18 e 19 – Encontro Estadual de Ministérios no Centro Pastoral de Três Rios
JULHO
• Não haverá Congresso Nacional.
AGOSTO
• 21 – Reunião do Conselho Diocesano
SETEMBRO
• 09 A 11 – Experiência de Oração na Chácara Pentagna em Valença
• 11 – CDPA em Anta
OUTUBRO
• 12 – Cenáculo com Maria
NOVEMBRO
• 18 a 20 – Congresso Estadual no Caio Martins em Niterói
• 27 – CDPA na Chácara Pentagna em Valença
DEZEMBRO
• 11 – Reunião do Conselho Diocesano

Grupo de Oração Santa Teresa D’Ávila
Planejamento – 2011
• Dia: Quarta-feira
• Local: Igreja de Santa Teresa D’Ávila
• Horário: 19:00 h. as 20:30h.
• Cronograma Anual:
- Janeiro:
Dia 05 – Adoração ao Santíssimo
- Fevereiro:
Dia 02 – Adoração ao Santíssimo
- Março:
Dia 01 – Adoração ao Santíssimo
- Abril:
Dia 06 – Adoração ao Santíssimo
Dia 09 – Avivando os Carismas
- Maio:
Terço de Nossa Senhora todos os dias as 18:00 h. na Capela de São Vicente de
Paulo.
Dia 31 – Coroação de Nossa Senhora das Graças na Capela de São Vicente de
Paulo.
- Junho:
Dia 01 – Missa – Abertura do Seminário de Vida no Espírito Santo
- Julho:
Dia 09 – Avivando os Carismas
- Agosto:
Dia 03 – Missa – Encerramento do Seminário de Vida no Espírito Santo
- Setembro:
Dia 07 – Adoração ao Santíssimo
Dia 10 – Avivando os Carismas
- Outubro:
De 06 a 14 – Novena da Festa de Santa Teresa D’Ávila
- Novembro:
Dia 09 – Adoração ao Santíssimo
Dia 12 – Avivando os Carismas
Dia 23 - Confraternização
- Dezembro:
Novena de Natal
Coordenadora: Lucia Aparecida de Padua Silva
Tel.: (24)24581085 – (24)88438818 – (24)81486152
E-mail: lucinhapsilva@yahoo.com.br
sábado, 12 de março de 2011
Tempo da Quaresma

Conscientes da importância que a Páscoa tinha para a sua vida, os cristãos desde os tempos apostólicos começaram a celebrá-la e bem cedo começaram também a reservar um tempo de preparação para a celebração do Mistério Pascal. Esse período de preparação, através de sucessivas ampliações, acabou por se fixar, no século IV, em quarenta dias, número muito rico de simbolismo.
Na verdade, na História da Salvação, os grandes acontecimentos e os encontros decisivos do homem com Deus estão ligados a esse número, que na Bíblia exprime também a totalidade da nossa vida. A Quaresma é, portanto, um período de quarenta dias de preparação para a Páscoa, «a maior das solenidades»(SC,12), pois actualiza o Acontecimento culminante da História da Salvação.
Era durante esse «tempo aceitável, tempo de salvação» que os adultos, que haviam encontrado Cristo e se vinham iniciando, ao longo de três ou quatro anos, no Mistério cristão, terminavam o seu catecumenato. Amparados por toda a comunidade, no início da Quaresma, começavam a sua «prova» e empreendiam uma preparação mais intensa em ordem à sua incorporação em Cristo, pelo Baptismo recebido na noite da Páscoa.
Por seu lado os cristãos, que haviam já ressuscitado, com Cristo, da morte do pecado para a vida do Espírito, esforçavam-se por fazer uma séria revisão da sua vida cristã, morrendo mais profundamente para o mal, consolidando a sua perfeição de baptizados, crescendo na vida divina, de modo a participarem, mais intensa e vivamente, no Mistério Pascal da Morte e Ressurreição do Senhor.
Deste modo, como diz a Constituição conciliar sobre a reforma da Liturgia nº 109, a Quaresma tem uma dimensão penitencial e uma dimensão baptismal.
Na sua dimensão penitencial, a Quaresma é, para catecúmenos e baptizados, tempo de tomada de consciência dos seus pecados, tempo de busca de Deus, tempo de conversão, o que implica, necessariamente, participação na luta e sacrifício de Cristo, pois a guerra contra o mal e a renovação interior no pensar, no amar e no agir, não se realizam sem esforço.
Na sua dimensão baptismal, a Quaresma leva todos os baptizados a reviverem e a aprofundarem, acompanhando o dinamismo dos catecúmenos, todas as etapas do caminho da fé, a fim de, consciente e generosamente, renovarem a sua aliança com Deus, juntamente com aqueles que a contraem no Baptismo, na noite da Páscoa.
Nesta caminhada espiritual, que é a Quaresma :
* - Somos alimentados pela Palavra de Deus, a qual nos faz reviver as grandes etapas da História da Salvação e as figuras que as encarnam :
- Adão e Noé – criação, pecado e graça (1º Domingo ).
- Abraão – vocação e promessa (2º Domingo).
- Moisés – aliança e lei (3º Domingo).
- David – o reino messiânico (4º Domingo).
- Ezequiel e Jeremias – a esperança dos profetas (5º Domingo).
- Isaías – poema do Messias (Domingo de Ramos na Paixão).
* - Somos fortalecidos com os Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, que nos ajudam :
- A viver a nossa opção, resistindo às tentações (1º Domingo).
- A realizar o trabalho da nossa transformação espiritual, com base na Transfiguração de Cristo (2º Domingo).
- A pôr-nos em contacto vital com Cristo, fonte de água viva com a Samaritana e a expulsão dos Vendilhões (3º Domingo).
- A tornarmo-nos a luz do mundo com a cura do cego, o renascimento com Nicodemos e a recuperação do Filho Pródigo (4º Domingo).
- A possuir uma nova vida com Lázaro ressuscitado e a mulher adúltera (5º Domingo).
Nesta travessia, feita de dificuldades e trabalhos, em que o novo Povo de Deus está empenhado, temos um guia. É o mesmo Cristo, «Senhor que age na observância quaresmal da Igreja, para levar os homens à paz, à liberdade, à vida divina e à perfeita comunhão com os irmãos. Celebrar a Eucaristia no Tempo da Quaresma significa :
- Percorrer com Cristo o itinerário da promoção que cabe à Igreja e a todos os homens.
- Assumir mais decididamente a obediência filial ao Pai, e o dom de si mesmo aos irmãos, que constituem o sacrifício espiritual.
- Renovar os compromissos do nosso Baptismo na noite de Páscoa, passando da morte à vida nova com Jesus Ressuscitado, para a glória do Pai na unidade do Espírito Santo.
( Fonte: Internet)
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
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